Tornando-se pai!
O homem é tão importante quanto a mulher na idealização de um filho, na gravidez, no nascimento e durante toda vida em família. O homem também sonhou, idealizou e pensou no bebê. Pode-se dizer que, do ponto de vista emocional, o homem também fica "grávido".
A vida moderna tem provocado mudanças no desempenho do papel de pai e mãe na formação das novas famílias. Trata-se de uma evolução lenta, mas atualmente podemos falar de um novo pai, mais ativo e participativo durante a gravidez e mesmo depois do nascimento.
O período de sensibilidade materna, que ocorre nos primeiros dias de vida após o nascimento do bebê, inclui o casal. O pai, enquanto acompanhante próximo da mulher durante a gravidez e o parto, fica também sensível ao bebê, estabelecendo também uma relação e interação semelhante à da mãe, no que diz respeito a amá-lo, embalá-lo, tocá-lo, segurá-lo, sorrir-lhe etc.
Podemos dizer que o pai terá três funções diante do nascimento de um filho: amar a mãe (o que dá um maior sentimento de segurança também ao bebê), estar presente e dar apoio emocional à mulher/mãe e apoiar o filho (servindo de suporte, referência e modelo).
O pai pode encorajar e incentivar a sua mulher a dar de mamar, participando de várias formas, como, por exemplo: estar por perto se for este o seu desejo, ou cuidar dos outros filhos, caso existam. Por vezes, pode ser fundamental a sua presença de modo a apoiar a mulher quando ela se sente insegura ou receosa, valorizando seu desempenho.
Alguns casos, o recente pai pode sentir-se também inseguro ou até mesmo com ciúmes do bebê, fazendo a fantasia que está em segundo plano no afeto da mulher. Porém, a proximidade e o diálogo permitem que esses normais e pequenos contratempos não tomem proporções indesejáveis. A participação e o envolvimento do pai no processo de amamentação podem, por outro lado, proporcionar uma maior intimidade entre o casal, fortalecendo a relação amorosa e o desenvolvimento harmonioso dos três (pai-mãe-bebê).



